segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Memórias de uma partilha forçada (Parte IV)



Não há caminhos fáceis sem vocês


Subo escadas rolantes envenenadas


eu subo e elas descem vertiginosamente e incendiadas 



meu corpo reclama, grita


a carne que arde se aniquilam desencantada


pulsando alma e lágrimas


quando o coração para e os olhos fecham


um filme sépio e embaçado em trasporta


congelado sob o presente, indiferente


sinto a solidão frequente


trancando meu coração atrás da porta!






17/02/14

para as mulheres da minha vida, Mãe e Filha amada!

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Resistência Online: Tome nota e ajude Ulisses Manaças

Resistência Online: Tome nota e ajude Ulisses Manaças

Quem matou Santiago?

Decifra-me ou te devorarei!

Quem matou Santiago?


Vanessa ama Santiago, que amava a democracia brasileira, que por ser milico-burguesa não ama ninguém!


O sangue desse cinegrafista e de milhões de trabalhadoras e trabalhadores, jovens e crianças, sobretudo afrodescendentes, vem sendo derramado noite e dia, em maternidades e hospitais, presídios e periferias, em carvoarias e estádios da FIFA, não pelos que protestam, mas sim pelos que governam!  




Quando o povo se vê nas ruas se enxergam assim: 


Militantes, ativistas, trabalhadoras, socialistas, manifestantes, guerrilheiros, trabalhadores, anarquistas, estudantes, revolucionários, blac blocs, rebeldes, cidadãos, juventude


Mas os ricos, poderosos, defensores da ordem estabelecidas, todos os seus meios de comunicação de massa e os que se deixam influencia por sua ideologia pensão  assim quando vêem o povo nas ruas.




Vândalos, marginais, arruaceiros, delinquentes, terroristas, vagabundos, truculentos, retardados, desordeiros, baderneiros, psicopatas, desocupados



Memórias de uma Partilha Forçada (Parte III)

Memórias de uma Partilha Forçada (Parte III), por José Pessoa

                                                                      )))Saudades contínuas de minha filha Agatha Serena(((




Acordes,

             sons que tumultuam meu sangue
     t r a n s p o r t a n d o a matéria (des)animanda 
entre meus ossos pra lugar nenhum 

    Reverbera, sintoniza e acalanta 
               mais nem sempre

                o som MAIOR que faz é quando não estais
                                      ... diante de mim....

mesmo entre fuzilamentos e cantilenas
                                             eletrodomésticos e sinfonias
é mais perturbador  
               que o estrondo de metais 
     é um silêncio assombroso de cemitérios
   arrancando meus dentes com martelos
   é a morte repentina de tontas harmonias

           Quando não estais
                      a poesia fica fria
                               a música mais bela silencia 

                                     É sempre assim quando não estais!




Belém, 11/02/14

Paisagens de nós

Paisagens de Nós, por José Pessoa




A gente assiste muitas coisas
           da gaiola apertada de nossas vidas
 às vezes alegres,
                noutras arrependidas
vemos tudo passando
                                 por baixo e por cima
sombras, luzes
           gente aborrecida
                                 cardume de sonhos pescados pelo tempo
 acidentes, mortes e partos
                         vemos até a escuridão dos quartos
                                      roubando o sono das criancinhas

A gente assiste, ri e chora
    mesmo sendo a cena manjada e repetida
 atordoados ficamos quando nada vemos

Pois nessa hora delirante de umbra
quando tudo fica estático em todos os lados
    e nada nos convém...
... é que sentimos nossa escuridão vir bem rápido
 inflar-nos de solidão e nos fazendo refém!

06/11/13